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Críticas a Filmes e curtas-metragens

Curta o curta: “O cabeça da Copacabana” te conta o que vai errado no Brasil

Gênero Ficção

Diretor Rosane Svartman

Elenco Denise BandeiraErnesto PiccoloHugo CarvanaMarcela MouraSabrina Rosa

Ano 2000

Duração 16 min

Cor Colorido

País Brasil

Local de Produção: RJ

CRÍTICAS:

Transformando o país

Por Sebastian Lenz*

Rio de Janeiro, mais especificamente em Copacabana, nesta praia familiar e muito popular, o senhor Aroldo e sua família (esposa e dois filhos pequenos) foram passar uma tarde qualquer… lendo jornal, brincando na areia e tomando um pouco de sol. Aroldo não imaginava que aquele dia seria o começo de uma carreira de estrela para ele.

O cabeça da Copacabana nasceu no momento em que Aroldo ficou preso na areia, enterrado por seus próprios filhos, somente com a cabeça de fora. Pela localização do pai de família na areia de praia, desenterrá-lo seria correr o risco de poluir a praia mais famosa do Rio.

Por vários dias Aroldo, funcionário aposentado do Banco do Brasil,  fica ali, e tem, de repente, toda a atenção que sempre quis. Nesse instante não são só os turistas e os cariocas que estão vendo o “cabeça”, mas também vários canais de televisão de rede nacional.

O aposentado se aproveita dessa situação e reclama ao vivo sobre política, educação, assim como sobre o Brasil, país injusto no qual os cidadãos ainda não tem direito a uma vida digna. Sempre recebe muito apoio das pessoas que o observam, e assim ele segue… No final do curta, o cabeça de Copacabana acaba tornando-se um mártir por suas próprias ideias.

Este curta-metragem consegue negociar ao mesmo tempo com vários temas da sociedade brasileira: a família e as relações entre os familiares, bem como também as mídias e a política. É simpática a forma exagerada de criticar as coisas, pois motiva o espectador a pensar sobre o que ele acabou de ver e ouvir. Talvez alguns tomem o exemplo da civilidade do cabeça de Copacabana e façam um mundo um pouquinho melhor, porque conforme o cabeça, “o futuro desse pais está nas mãos da sua geração, você sabe?!

O curta pode ser assistido no site http://www.portacurtas.com.br ou através do seguinte link: http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?cod=216&Exib=5937 (curta no formato flash)
*Estudante das Geociências, da Universidade Técnica de Munique – Alemanha, fazendo um semestre de intercâmbio na UFRGS.

Mídia, sociedade brasileira e conflitos familiares

Por Tiago(Byung Woo Jang)*

Aroldo, funcionário do Banco do Brasil, vai à praia de copacabana com família e, após ser enterrado na areia pelos filhos, não consegue sair, ficando só com a cabeça de fora. A areia é fofa e a cada tentativa o aposentado do Banco do Brasil afunda mais. Em consequência desse acontecimento, a mídia chega à Copacabana para fazer entrevistas com ele e muitas pessoas chegam para vê-lo.

A repórtar faz perguntas para Aroldo e ele reponde à repórtar a respeito da sua opinião sobre o país. Ele acha que representa pessoas do povo brasileiro. Ele insiste através da mídia em um país justo, direito a uma vida digna, casa, comida, saúde e educação para o povo brasileiro.

Contudo, enquanto Aroldo está preso na areia, as pessoas fazem de tudo para tirar proveito da situação. Porém, conforme o tempo passa, ele não atrai mais tanta atenção das pessoas e da mídia. Assim, sua família também acaba deixando-o ali. Mesmo assim, Aroldo sempre se preocupa pelo futuro de seu país, até o momento da sua morte, no qual está sozinho.

Através dessa curta, o diretor fala sobre mídia, sociedade brasileira e conflitos familiares. Especialmente, Aroldo menciona o problema do Brasil, fazendo um discurso tal como “Enquanto este país for dominando por essa elite espúria, que só pensa em saquear os cofres públicos, pessoas como eu estão fadadas a ficarem enterradas até o pescoço em divididas.”

Na minha opinião, uma crítica muito bem feita aos problemas sociais do Brasil. Eu gostei de uma das frases do curta: “Eu sou a metáfora viva do povo brasileiro.” Dentro dessa frase, há muitas questões sobre os problemas sociais do Brasil como casa, comida, saúde e educação, vistos muitas vezes com indiferença pelo governo.

Há também um retrato sobre a mídia, que tem, hoje em dia, uma forte influência sobre as pessoas, e, por isso, elas se tornam, muitas vezes, escravas da mídia.

Portanto, muitas questões são levantadas pelo curta, e precisamos pensar sobre esses problemas.

*estudante de português para estrangeiros na UFRGS em Porto Alegre.

O Cabeça e a crítica à sociedade

Por Ki Suk Ok*

Em um dia sol, um homem chamado Haroldo leva sua família para a praia de Copacabana. Seus filhos brincam de enterrá-lo na areia e ele fica preso. Ele não consegue sair da areia e só sua cabeça fica de fora. De repente, repórteres e uma multidão de curiosos se acercam a Aroldo e desejam descobrir o que está acontecendo. Sem hesitação, ele comça a tirar vantagem da mídia e fazer o discurso sobre os problemas do país, como corrupção, a má qualidade da educação e assim por diante. Logo depois, crianças que estão próximas lhe dão um apelido: cabeça de copacabana.

Para mim, o curta está acusando vários problemas sobre a mídia, a sociedade brasileira e os conflitos familiares. Primeiramente, a mídia apenas procura sua manchete que é o que pode ser interessante para os telespectadores, principalmente em relação a futebol. Em segundo lugar, a sociedade brasileira facilmente esquece o que aconteceu no passado e não se importa muito sobre isso. E por último, a família brasileira, especialmente os jovens, não faz muito para cuidar um dos outros. E seus casamentos pode ser facilmente rompidos.

Na minha opinião, o curta “O cabeça do Copacabana” é recheado de clichês sobre a constituição do comportamento do “brasileiro.

*Aluno do PPE na URFGS

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